sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Primeira Playlist do Puck :D

Hoje vamos falar de músicas! Uma das ideias que surgiu nos primórdios da criação do blog é o compartilhamento de músicas, algo que tenho certeza ser do interesse de muita gente.

Então aqui está uma playlist bem diferente, formada por duas bandas com estilos diferentes entre si. Particularmente eu não admiro bandas (não a ponto de ir pra shows), mas o estilo e as musicas dessas me conquistam de uma forma descomunal. O estilo calmo dessa playlist é ótimo para uma tarde de descanso, momentos em que estamos felizes ou tristes. Primeira vez que a compartilho, sejam bonzinhos com ela.... u.u


Os artistas:

The Band Perry


De longe a minha banda favorita no mundo. As letras, os ritmos das musicas e o desenvolvimento delas são, na minha opinião, perfeitos. Não conheço muitas bandas do estilo Country e, particularmente, nunca procurei nem fui muito fã do estilo, mas é justamente isso que tornou tudo tão mais interessante. A conheci com uma musica triste chamanda "If I Die Young" e, depois de ouvir os albuns, essa se tornou a banda que eu ouço nos momentos mais felizes ou tristes da vida.

Para mais detalhes vou deixar a página da Wikipedia (quem quiser saber mais sobre a banda): The Band Perry


ZZ Ward

Conheci a partir de uma amiga (a Bia sempre tem as melhores indicações!). ZZ Ward canta os estilos Blues Rock, R&B ou Pop Rock. As musicas são calmas, mas com batidas fortes. Ela geralmente fala de relacionamentos, mas com temas diferentes em cada música: em algumas ela está apaixonada, outras revoltada, algumas musicas tem um tom sexual e outras um quê de ironia, e é isso que a torna tão interessante. Não é algo repetitivo nem sofrido. Vale muito a pena ouvir essa ótima cantora que é tão pouco conhecida no Brasil.

Página da Wikipedia (em inglês): ZZ Ward



E aqui vamos à playlist:

Link Spotify: Spotify
Link Youtube: Youtube

Não vou falar muito das musicas porque acho algo muito específico e pessoal, mas estou completamente disposto a conversar sobre isso pra quem quiser entrar em contato! Espero que gostem... :D

Musicas:

1- I I die Young - The Band Perry

2 -You Lie - The Band Perry

3- Better Dig Two - The Band Perry

4- Done. - The Band Perry

5- Pioneer - The Band Perry

6- Til The Casket Drops - ZZ Ward

7- Put The Gun Down - ZZ Ward

8- Crying Wolf - ZZ Ward

9- Moke Like You Stole It - ZZ Ward

10- 365 Days - ZZ Ward

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

No mundo da Luna - Carina Rissi

Capa bacana né?


Resolvi ler “No mundo da Luna” no meio de uma crise de não leitura, em que não me sentia motivada a ler nada e nenhum tema parecia atraente o bastante. O que me levou a começar esta leitura, então?

A vontade de acabar com a tal crise e a empolgação de uma amiga, de gosto muito parecido com o meu, também fã da Carina e, é claro, a certeza de que não poderia sair nenhuma surpresa ruim dessa mistura.

E eu não me decepcionei!

O que aconteceria se você não acreditasse em magia, mas, de repente, começasse a fazer previsões e todas elas dessem certo?

“No mundo da Luna” conta a história de Luna Lovari Braga, jornalista recém formada, que acaba de ser promovida para redatora da seção semanal de horóscopo da Fatos&Furos.

Contrariando todas as expectativas, em pouco tempo sua coluna vira um sucesso!

Afinal, tudo que ela escreve começa a acontecer de verdade, só que ela não faz ideia de como isso é possível!

Seria mágico o baralho que comprou ela em um brechó?

 Ou a própria Luna seria  mágica? Pois parte sua família é de origem cigana e ela sempre renegou essa cultura e nunca quis se envolver com assuntos místicos...

Além de lidar com as consequências de brincar com o destinos das pessoas através das cartas mágicas, ela ainda tem que aturar o chefe mal humorado, problemas com o seu carro e o início de um romance inesperado, mas muito forte!

Comentários:

A Carina Rissi realmente escreve  muito bem, a leitura flui de um jeito impressionante: quando me dei conta já estava quase na página 100 e terminei leitura em apenas dois dias e meio. Apesar de ser um livro grande para o padrão desse estilo de romance (tem acima de 500 páginas), em nenhum momento foi uma atividade maçante ou tive a impressão de que a autora enrolou, achei que a história ficou “redondinha”. Na verdade, fiquei muito feliz pela quantidade de páginas, por saber que uma história tão boa de ler teria espaço suficiente pra se desenvolver sem pressa.

Sobre a protagonista: a Luna é uma personagem divertida e cativante. Ela pode parecer com você, com alguma amiga sua ou com alguém de quem você  gostaria de ser amigo. Ela não é uma dessas mocinhas ingênuas e irritantes. Gostei dela de imediato e torci junto para que conseguisse a promoção e que o chefe chato, Dante Montini, tivesse a cabeça acertada por meteoros, como ela imaginava rs. Em relação ao início  da história, acho que, ainda que seja muito esperta, a Luna cometeu um erro clássico de várias mocinhas, mas que conserta ao longo do livro. Sobre esse assunto, vem agora um ALERTA SPOILER, então, quem não quiser saber, FUJA DO TRECHO EM ITÁLICO:

Olha, na minha opinião a Luna demora a perceber que o cara certo estava bem mais perto do que ela imaginava. Falando no Dante, adorei a relação dos dois! Acho que relacionamentos do tipo gato-e-rato são sempre um charme em qualquer história  bem escrita, e as da Carina são super bem escritas! Apesar de toda beleza e sensualidade do Viny, o Dante me conquistou desde o início, com seu jeito atrapalhado e meio nerd.

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FIM DO SPOILER


Sobre o romance no livro, à medida que a história foi se desenvolvendo, me comovi com a delicadeza do que o  interesse amoroso da Luna sentia por ela: o modo como ele gostava dela, sem qualquer espécie de egoísmo ou vaidade. Nesse ponto, acho que vale presentear a Carina com mais uma estrela, por que considero muito difícil tratar de comportamentos românticos em livros sem parecer superficial ou piegas demais. “No mundo da Luna” é cheio de cenas que poderiam ter escorregado para o drama clichê ou romance morno, mas isso não aconteceu. Pelo contrário, o texto desse livro é muito honesto e faz o leitor sofrer junto na hora certa e na medida certa.

Sobre os demais personagens, adorei  a personagem da avó da Luna e senti que ela deveria ter tido um destaque maior, assim como senti vontade de saber mais a respeito da cultura cigana. Por isso, acho que a autora pecou um pouco nesse aspecto. Apesar disso, achei muito boa a forma como a autora descreveu a amizade da Luna com a Sabrina e o modo como algumas cenas se materializaram de imediato na minha mente. Também achei bacana como foi dada devida atenção a certos detalhes que tornaram a história mais verossímil: adorei, por exemplo, que as falas do Fernando (personagem português) fossem escritas no português de Portugal, imaginei até o sotaque junto!

De um modo geral, o livro é ótimo e me fez ficar ainda mais fã e  orgulhosa da Carina Rissi, autora brasileira que considero no mesmo nível de qualquer outra autora estrangeira e mais badalada do gênero, como Meg/Patricia Cabot, Rainbow Rowell ou Sophie Kinsella. Por isso, para aqueles que ainda têm algum preconceito com literatura nacional aqui vai minha dica: ESQUEÇAM! Vocês não sabem o que estão perdendo! E leiam o livro “Perdida”, também da Carina Rissi (mas isso já é papo pra outra resenha rs).
Nota 4/5

Sinopse original:


A vida de Luna está uma bagunça! O namorado a traiu com a vizinha, seu carro passa mais tempo na oficina do que com ela e seu chefe idiota vive trocando seu nome.

Recém-formada em jornalismo, ela trabalha como recepcionista na renomada Fatos&Furos. Mas, em tempos de internet e notícias instantâneas, a revista enfrenta problemas e o quadro de jornalistas diminuiu drasticamente. É assim que a coluna do horóscopo semanal cai em seu colo. Embora não tenha a menor ideia de como fazer um mapa astral e não acredite em nenhum tipo de
magia, Luna aceita o desafio sem pestanejar. Afinal, quão complicado pode ser criar um texto em que ninguém presta atenção?

Mas a garota nem desconfia dos perigos que a aguardam e, entre muitas confusões, surge uma indesejada, porém irresistível paixão que vai abalar o seu mundo. O romance perfeito — não fosse com o homem errado. Sem saída, Luna terá que lutar com todas as forças contra a magia mais poderosa de todas, que até então ela desconhecia: o amor.



quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Sem clima para o amor

Hello, Hola, olá!

Como estão hoje? Bem primeiro tenho q pedir desculpa a todos, semana passada estava doente (sensação de doente morrendo) e acabou que não consegui fazer meu post >.< mas agora já estou 100% e voltei pra vocês! S2

Hoje vamos a mais um livro de comédia romântica e pura vergonha alheia, porque quando você começa a contar sua história a partir de um "peguei meu noivo no ato com o técnico da máquina de lavar roupa" você sabe que essa história vai ser emocionante!

Livro: Sem clima para o amor
Autora: Rachel Gibson
Nota: 4



Sinceramente eu também não teria clima pra amar se eu encontrasse meu noivo no meu closet com o cara da assistência técnica da máquina de lavar roupa, bem foi isso que aconteceu com Clare Wingate. Clare tem tudo, é jovem, linda, uma escritora de sucesso, e bem... Tinha um noivo, até o dia do casamento da sua amiga, quando voltou pra casa mais cedo pra pegar suas coisas e achou seu noivo no ato, bem sem reação à tal revelação Clare não tem outra escolha se não ir para o casamento, afinal o que poderia fazer? Só queria ficar sozinha por um instante, curtir sua tristeza por um tempo, mas claro que depois de um chifre desses vc ficar perto do bar no casamento não é lá a melhor ideia, principalmente quando vc encontra sua paixão de infância e ele está absurdamente sexy. Sebastian, se tornou um jornalista de sucesso e claro Clare só se lembra de estar no bar e acordar em um quarto de hotel! Afinal o que aconteceu naquele quarto? Agora que Sebastian está na cidade Clare volta a encontrá-lo em suas visitas a casa de sua mãe, os pais deles ainda eram vizinhos e Clare é amiga do pai de Sebastian, porém Clare não quer mais nada de amor ou romance, porém entre eles sempre vibra algo. Essa é uma leitura rápida, interessante, hilária e me conquistou do início ao fim, é simples mas é um daqueles livros que depois que você começa você quer tanto saber o final que acaba engolindo o livro.

Espero que gostem!! 



Sinopse:
"Neste Sem clima para o amor, Clare Wingate, uma jovem e atraente escritora sofre por ter sido traída pelo noivo (com o técnico da máquina de lavar roupa!) e o que mais queria era ficar curtindo sua tristeza. No entanto, durante o casamento de sua melhor amiga, reencontra Sebastian, uma paixão de infância, que se tornou um jornalista famoso e sexy. Ele a quer para si de qualquer forma, mas Clare só quer curtir a sua dor. Começa aqui uma história divertida e cheia de surpresas, que conquistou milhões de leitores em vários países e levou o livro para o topo da lista dos mais vendidos."

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

[Animação] RWBY


Deixa eu compartilhar uma paixão que surgiu ao acaso aqui com vocês. Eu amo animações, ponto. Não interessa se vou ficando velha ou o que seja, adoro assistir animações, seja no cinema, na tv ou internet, seja anime para qualquer idade ou até mesmo animações infantis. Já tem um bom tempo que meu irmão me apresentou essa série chamada RWBY e sou completamente apaixonada por ela. E como esse final de semana saiu o último episódio da terceira temporada, tive que vir comentar aqui.

A série é uma fantasia que se passa no futuro. Remnant é um mundo cheio de criaturas monstruosas, e para a proteção da sociedade existem escolas que treinam caçadores. A história da série se passa na Academia Beacon, acompanhando as quatro estudantes Ruby, Weiss, Blake e Yang. É produzida pelo estúdio Rooster Teeth, e toda a animação, roteiro, dublagem, músicas... Tudo é desenvolvido por eles, e acho incrível o conteúdo que eles conseguem produzir com poucos recursos, sendo um estúdio pequeno. Sou completamente apaixonada pelas animações de batalhas da série, pela trilha sonora e pela criatividade deles para as armas dos personagens. Para quem está acostumado com estúdios de animações mais famosos (Pixar, DreamWorks...) deve estranhar no início o estilo de animação na série, mas a história é tão boa que depois de um tempo você se acostuma e inclusive acompanha a melhoria pouco a pouco dos gráficos.

RWBY tem todos os episódios disponíveis e gratuitos para assistir online no próprio site do estúdo. Os episódios são curtinhos, variando de 5 a 15 min. cada, o que torna bem fácil de acompanhar. Como não é muito conhecida, só encontrei os episódios no idioma original, o inglês, mas no canal do YouTube deles tem todos os episódios disponíveis com legenda em português.

E é legal também reparar que eles se inspiraram em elementos externos para criar os personagens, como a equipe principal que foi inspirada em quatro personagens de contos de fadas, e fica bem claro nos trailers de cada uma.

Ruby [S2 *-*]

Weiss

Blake

Yang [S2]

Quem adivinha quais os personagens? Obviamente deixei meu coraçãozinho do lado dos meus personagens preferidos.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

O Filme do Deapool

Olá pessoas, vamos falar de filmes?

Imagine a cena: sexta-feira, 12 de fevereiro, a pequena eu estava sentada no cinema, feliz e contente, com um enorme saco de pipoca doce em meu colo, esperando o filme do Deadpool começar. Praticamente pulando de antecipação.

Deixe-me contar um segredo: Se você quer realmente apreciar um filme ou um livro, não crie expectativas.  Nenhuma. Caso contrário você vai se decepcionar... E muito. 

 Ir ver um filme no cinema sem qualquer expectativa é uma regra que eu sigo com frequência.  Evito ver trailers, ficar acompanhando novas imagens dos bastidores de gravação, teasers...  Nem pensar... Mas eu não fiz isso com o filme do Deadpool.

E outro segredo...  Toda regra tem exceção.

Ex-militar e mercenário, Wade Wilson (Ryan Reynolds) é diagnosticado com câncer em estado terminal, porém encontra uma possibilidade de cura em uma sinistra experiência científica. Recuperado, com poderes e um incomum senso de humor, ele torna-se Deadpool e busca vingança contra o homem que destruiu sua vida.





Não quero falar dos quadrinhos, até porque o filme é para quem conhece o personagem e para quem não faz ideia de quem ele é. Então, focaremos só no filme –  sem spoilers –prometo.


Deadpool é mais um filme de origem, mas não é uma origem de super-heróis – longe disso – está mais para uma história de um mercenário, egoísta, que não sabe calar a boca, sem qualquer bom senso, que pode fazer piadas completamente inapropriadas enquanto enfia uma espada no meio dos seus olhos. Se existe alguém que incorpora o Anti-herói, esse alguém é Wade Wilson, o Deadpool.

Wade é único, não por ter poderes sensacionais, mas pelo seu senso de humor, o mais ácido do cinema. Esse senso de humor, a incrível habilidade de quebrar a quarta parede – e falar com as pessoas assistindo o filme – sua boca suja, as insinuações sexuais pouco sutis, a violência quase cômica... Tudo isso misturado faz um filme incrivelmente familiar, para quem gosta de filmes de heróis, e ao mesmo tempo original.

A temática da história pode até ser um pouco pesada, a história do Wade não é linda, mas a maneira que o personagem foi retratado e como história em si foi desenvolvida, faz um filme leve e muito divertido.  Até mesmo as cenas de flashback – que geralmente me incomodam nesse tipo de filme – foram bem colocadas.  A coisa toda tem um ar de história em quadrinho mesmo.  E mais um vez, tudo isso foi possível por conta da natureza do personagem.

O filme é uma excelente introdução para quem não conhece o personagem, e para quem já conhece o filme, não decepciona. Você sai do cinema esperando pelas sequências. mesmo se você tiver ido assistir cheia de expectativa, que nem.


4.5- Gostei Bastante, Indico a alguns amigos. 

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Divergente - Veronica Roth



Divergente é um desses livros que você com certeza já ouviu falar. A história se passa em um futuro alternativo e (assim como a série de livros de Jogos Vorazes) rendeu um filme nos cinemas. Eu particularmente gosto de livros que se tornam filmes e sigo a regra de “ler antes de assistir”, além do mais, esse é um estilo que eu adoro: ação misturado com uma boa ficção em um contexto fascinante. Assim, resolvi fazer essa resenha não só do livro, mas do filme também. Espero que gostem.
O livro

Veronica Roth se mostou ser muito criativa ao criar um futuro muito interessante. Em determinado momento e por motivos não muito claros, a sociedade se organiza em 5 facções, cada uma com sua forma de pensar. Cada facção tem um trabalho diferente e juntas a sociedade se mantém. Aos 16 anos os jovens fazem testes que costumam dizer exatamente para qual facção a sua forma de pensar se encaixa e, após fazer o teste, eles ainda podem escolher para qual querem ir. Porém existem pessoas (raras) para as quais o teste não funciona e essas são tratadas como uma ameaça à tão estimada organização. É nesse problema que Beatrice se encontra e enquanto tenta descobrir o que há de errado consigo mesma, ela se depara com problemas de maiores proporções acontecendo na cidade, problemas esses que fogem do seu controle.

O livro tem uma leitura jovem, de fácil entendimento e que nos provoca em cada capítulo, nos fazedo querer ler o próximo capítulo para entender o que está acontecendo. O leitor acompanha os pensamentos da personagem principal e, junto com ela, tenta entender os acontecimentos. A forma como a sociedade está organizada é extremamente interessante e nos leva até a refletir sobre nós mesmos. Depois de um tempo acredito que todos se vêem um pouco em Beatrice.

Eu amei o livro. Me envolvi muito e odiei quando ele terminou, mas, para a nossa felicidade, trata-se de uma série de quatro livros: Divergente, Insurgente, Convergente e Quatro (sendo esse último um spin-off que não segue a sequência dos anteriores). Eu podia sentir tudo que Beatrice estava sentindo, me espantei, ri e chorei com ela... Essa definitivamente foi uma leitura que valeu a pena (e que eu nao imaginava que ia valer tanto assim). Spoiler: o final é surpreendente...


Ação, aventura, emoção, romances e um pouco de reflexão é o que se encotra nesse livro. A leitura, por ser jovem, não é para todos os gostos, mas se você é fã de uma aventura com uma boa dose de ficção eu o indico fortemente. Esse é um livro que é difícil não terminar depois de ter começado.

Nota 4

O filme

Falar do filme depois de ter lido o livro é (quase) sempre difícil. Afinal, o livro costuma conter mais detalhes, além de que as pessoas costumam ter visões diferentes do que leram e assim, a tendência é não concordarmos com tudo por mais fiel que o filme seja. Ele tem duas horas e dezenove minutos, o que já é maior que muitos filmes que assistimos por aí. Mesmo com todo esse tempo existem muitas partes que foram cortadas em relação ao livro. Mas isso não é algo que devamos reclamar, não é mesmo? Se o filme fosse mais fiel precisaríamos de algumas horas a mais. Nesse caso vou tentar não reclamar disso.

A sensação de aventura, de descobertas, a curiosidade de Tris (Beatrice) e a ação foram mantidas. Por não termos acesso aos pensamentos da personagem, ela se tornou mais “lerda”, mas o enredo deixou algumas coisas mais claras para que a personagem nao precise desvendar muito, o que ajudou bastante. Acho que os personagens foram muito bem retratados, e suas personalidades foram bem fieis (considerando o limite de tempo para que fossem expostas). Conseguimos então captar bem os sentimentos e a emoção que o filme quer passar, o que dá então uma ótima diversão para um fim de tarde ou para aproveitar com os amigos comendo pipoca.

A unica coisa que me revoltou de verdade no filme (fazendo uma comparação ao livro) foi o fato da história se desviar e voltar ao curso diversas vezes (inseriram partes desnecessárias, acredito que poderiam ter aproveitado esse tempo para ficar mais fiel ao livro). Em outros momentos os fatos não ocorreram na hora certa. Mas o pior foi: uma parte da história ficou totalmente distorcida (o inverso do que deveria ser) somente para que a história ficasse “mais interessante” ao público, algo que discordo totalmente. Basicamente o momento que Tris deveria demonstrar mais os seus dons foi transformado no momento que ela mais deveria escondê-los, o que me incomodou bastante.

Assim, se você quer assistir um filme de ação interessante e com um background fantástico, Divergente é um bom filme e uma adaptação muito legal de um livro ótimo. Mas fique sabendo que, embora o filme siga o caminho do livro, em diversos momentos ele se desvia um pouco e insere informações que não existem no mesmo. Dessa forma a história se torna bem diferente em várias partes.

Meu conselho: leia o livro. Sou muito a favor dos detalhes. Acho que um leitor entende que nem sempre a história segue como ele quer, mas muitas vezes isso é o que torna essa história mais fantástica. Mas não vamos desmerecer o filme, afinal, adaptações são normais no cinema e na televisão e são ótimas para quem não costuma ler. No final trata-se de uma questão de gosto mesmo.

No mais, já foram lançados os filmes de Divergente e Insurgente. Nesse ano de 2016 será lançado o Convergente. Quem ficou curioso e quer assistir no cinema, ainda temos alguns meses para ver os anteriores. E quem quiser ler basta ir na livraria mais próxima.


Alguns anexos...

Sinopse original do livro:

Nesta versão futurista da cidade de Chicago, a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição. Aos 16 dezesseis anos, numa grande cerimônia de iniciação, os jovens são submetidos a um teste de aptidão e devem escolher a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas. Para Beatrice, a difícil decisão é entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é - não pode ter os dois.  Então, faz uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma.

Durante a iniciação altamente competitiva que se segue, Beatrice muda seu nome para Tris e se esforça para decidir que são realmente seus amigos - e onde se encaixa na sua nova vida um romance com um rapaz fascinante, porém perturbador. Mas Tris também tem um segredo, que mantém escondido de todos, pois poderia significar sua morte. Ao descobrir um conflito crescente que ameaça destruir sua sociedade aparentemente perfeita, ela também aprende que seu segredo pode ajudá-la a salvar aqueles que ama...ou destruí-la.

A autora estreante Veronica Roth explodiu na cena literária com o primeiro livro da série Divergente - uma distopia cheia de decisões eletrizantes, traições devastadoras, consequências espetaculares e um romance inesperado.

Cartaz do filme:





Sinopse do filme*:

Na futurística Chicago, quando a adolescente Beatrice (Shailene Woodley) completa 16 anos ela tem que escolher entre as diferentes facções que a cidade está dividida. Elas são cinco e cada uma representa um valor diferente, como honestidade, generosidade e coragem. Beatrice surpreende a todos e até a si mesma quando decide pela facção dos destemidos, diferente da família. Ao entrar para a Audácia ela torna-se Tris e entra numa jornada para afastar seus medos e descobrir quem é de verdade. Além disso conhece Quatro (Theo James), rapaz experiente que consegue intrigá-la e encantá-la ao mesmo tempo.

*Sinopse disponível no site do ADOROCINEMA: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-195022/


quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Não me mande flores - Kristin Gabriel



O livro de hoje pertence a um gênero literário polêmico. Quer dizer, polêmico para alguns. Os romances de banca sempre foram um pouco marginalizados, seja pelas capas escandalosas de casais quase sempre seminus se agarrando, ou pelas suas histórias melosas e "de mulherzinha".   

Não adianta, pelo menos alguma vez você já deve ter ouvido alguém criticando esse tipo de livro, ou você mesmo pode ter feito isso ou tido vergonha de lê-lo em público. Mas, deixando de lado tudo isso, pense que você pode estar perdendo ótimas histórias. Esse é o caso do livro resenhado hoje. Então, aviso já: sem preconceito, leia esta resenha e dê uma chance a esse livrinho!

E tem mais, ele fala de uma data que vem se aproximando, o dia dos namorados. No Brasil, a comemoração é em 12 de junho, mas em muitos países ela é no dia 14 de fevereiro, daqui a pouco.

 Em homenagem a esse dia vem este post aqui hoje: um livro que retrata o dia dos namorados de um jeito engraçado e inusitado, do ponto de vista dos solteiros e declarando guerra aos apaixonados.

Nota 5
Sinopse oficial: 

"Dia dos Namorados! A pressão de ter alguém no Dia dos Namorados podia mexer com os nervos das pessoas. Como terapeuta, Rachel sabia tudo a respeito do assunto. Por isso decidiu organizar um boicote. E em pouco tempo todos estavam participando de sua campanha! O conselho da cidade acredita que Rachel precisa de uma paixão para mudar de atitude, e por isso envia a melhor arma de que dispõe, o charmoso e irresistível prefeito Drew Lavery. Ele espera encontrar uma velha maluca, mas depara-se com uma mulher jovem e encantadora que faz seu coração bater mais depressa. Agora ele a quer como sua namorada de verdade, mas Rachel está convencida de que Drew é mais mentiroso que amante..."

Eu amo esse livro. Foi o único livro da Kristin Gabriel que já li, mas recomendo muito. Adoro a competição entre Drew e Rachel. Eles moram em uma cidade chamada "Love", que tem na semana do dia dos namorados seus maiores eventos, turistas e ganhos econômicos: promoção nas lojas, "a Parada do Cupido", "Baile dos Apaixonados", "concurso do Casal Mais Romântico", "concurso Miss Coração", etc. E Rachel propõe um boicote a tudo isso.


Adoro o jeito como ela desafia o prefeito Drew e os diálogos dos dois. Ela é uma personagem que não se deixa enganar, nem cai de amores em um segundo somente por que foi beijada. Ela realmente enfrenta Drew, lutando pelo que acredita e até coloca seus ideais de boicote aos dia dos namorados acima de qualquer interesse que possa existir pelo prefeito.

Amei a temática com o dia dos namorados e os poemas no início de cada capítulo (que são muito fofos). Aliás, esses poemas são,  provavelmente,  também resultado de uma tradução muito competente, por que mesmo em português todos tinham rima e em nenhum momento deixaram de ter relação com a história (o que pra mim é um sinal de trabalho bem feito, pois não deve ser fácil traduzir algo assim e manter até as rimas de um jeito coerente!).

Poeminha do início do primeiro capítulo

Apesar de ser uma história pequena, a sensação é de que todos os personagens são muito bem amarrados e têm sua personalidade definida. Consegui imaginar exatamente as situações descritas e tudo me pareceu como um filme leve de comédia romântica (daquelas que você não pode deixar de ver se descobrir que está passando na TV). A leitura é muito rápida e, se você é alguém romântico, que adora histórias "bobas" e clichês, vale MUITO a pena!