domingo, 19 de junho de 2016

Crítica: Como Eu Era Antes de Você (filme)


Ontem à noite teve fim um desejo meu que começou lá por janeiro: finalmente vi o filme de "Como Eu Era Antes de Você". Quem já leu os posts anteriores, talvez saiba que, desde que vi pela primeira vez o trailer (parte dele, na verdade), surgiu em mim uma vontade incontrolável de conhecer a história. Por isso, acabei lendo o livro, pra ter certeza de que já conheceria tudo quando o filme fosse lançado.

Já comentei também que não me acho completamente apta a estar fazendo críticas de filmes, mas resolvi me aventurar mais uma vez, já que o livro também foi resenhado aqui, acho que a história merece uma cobertura completa (ou uma tentativa disso rs)...

Portanto, esta será uma crítica feita por uma leitora do livro, sem preocupações em fazer uma sinopse ou esconder fatos da história (se você não gosta de spoilers não vá adiante)!

Logo na cena inicial temos uma sequência bem fiel ao prólogo do livro, mostrando os últimos instantes de Will Traynor antes de sofrer o acidente que o deixou tetraplégico. Ficou tudo muito bem feito (cenário do apê do Will, o diálogo dele com a namorada, cena que gera o acidente, etc). Resumindo, achei muito parecido com o próprio cenário que imaginei durante minha leitura do livro. Sobre isso, não é de se admirar que a adaptação tenha ficado excelente, pois a própria Jojo Moyes foi uma das roteiristas do filme. Portanto, ninguém melhor do que ela para saber o que é relevante para história e a maneira mais correta de representar isso na tela. Então, na contramão do que geralmente acontece com os livros que viram filme, considero que fãs do livro, se insatisfeitos, não tem muito por quê reclamar sobre cenas cortadas, ou supostos aspectos falhos de adaptação. Jojo Moyes é a autora de "Como Eu Era Antes de Você", ela sabe o que faz (pelo menos mais do que qualquer leitor). 

O resto do filme segue assim, bem adaptado, com cenas fiéis ao livro. Por alguns momentos, tive a impressão de que a história estava acelerada demais, para entrar no formato cinematográfico. Mas, novamente, não há razão para seguir com esse posicionamento, por que certamente Jojo avaliou bem o que retratar para que a história continuasse com a mesma personalidade da livro. Além disso, o filme tem quase duas horas de duração, mais do que isso talvez ficasse cansativo e poderia perder fôlego. Ou seja, eu também não passo de uma leitora "reclamona", que sempre verá algum defeito nas adaptações.

Lou bem discreta
Os atores estavam maravilhosos em suas interpretações. A Emilia Clarke, apesar de exagerar em algumas expressões faciais, deu vida à Lou de uma forma espetacular. Por diversos momentos, ela estava tão "mergulhada" na personalidade de Lou que nem parecia a mesma atriz que interpreta a "Daenerys Targaryen, Filha da Tormenta, a Não Queimada, Mãe de Dragões, etc"... Outro ponto positivo foi o figurino dela, que estava hilário e gerou as situações de maiores risadas que dei durante o filme. Assim como no livro, essa personagem rouba a cena e é o destaque da história.

O Sam Claflin, que faz o Will, também estava ótimo, às vezes melhor do que a Emilia até. Ele soube compreender bem a personalidade do Will e a relação que se estabeleceu entre ele e Lou. Os demais atores também demonstraram um bom trabalho, mas não considero que o roteiro tenha deixado muito espaço para uma exposição maior, pois o foco estava no casal principal. A trilha sonora foi muito bem selecionada (Jesus do céu, escolheram as músicas certas de Ed Sheeran pros melhores momentos!) e os cenários estavam lindos, especialmente os que mostravam o castelo.


Vi algumas críticas especializadas condenando o filme por, ao invés de se aprofundar apropriadamente em questões mais dramáticas, como o caso do suicídio assistido, escolher focar mais no romance, transformando o filme em um produto de qualidade inferior. Mas, sinceramente, em uma época que grande parte dos lançamentos são filmes de super-heróis ou megaproduções de ação e ficção científica, me sinto aliviada de ir ao cinema e ver um filme que não passa de um "romance água com açúcar". 

Aliás, qual o problema disso? Nem todos filmes precisam de um grande significado dramático, ou um viés cult para ser considerado um material de bom gosto. Na realidade, condenar filmes que fujam desse padrão "intelectual" é limitar uma indústria que é muito popular justamente por sua diversidade. O enredo é meloso e clichê? Sim. Mas, muito bem construído! O fato do filme ser um romance feito pra encantar e emocionar o público, sem suscitar grandes reflexões, não o torna, de modo algum, um trabalho malfeito e menos digno de aplausos. 

Diferentemente do livro, que eu chorei horrores, não consegui me emocionar a ponto de chorar com o desfecho. Não atribuo isso ao fato do filme não ser tão bom quanto o livro (não é). Na verdade, acho apenas que com o livro se estabelece uma conexão diferente, talvez mais forte, com a história e os personagens. Mas, isso é muito subjetivo, pois sei que muita gente chorou, mesmo leitores que já sabiam como tudo terminaria. Pra não dizer que não chorei em momento algum, as únicas lágrimas que derramei foram de tanto rir na cena em que Lou ganha suas adoradas meias listradas de abelha.

Já devem ter percebido que eu adorei o filme. Não achei melhor que o livro, e nem poderia, mas recomendo muito! Era isso que tinha para compartilhar com vocês, peço desculpas se tem algum erro, como já disse várias vezes, estou me aventurando a comentar filmes XD.

Deixo, por fim, a sinopse e o trailer, para quem estiver interessado:



Sinopse original: 

"Às vezes você encontra o amor onde menos imagina. E às vezes ele te leva onde nunca esperou ir. Louisa “Lou” Clark (Clarke) vive em uma pitoresca cidade de campo inglesa. Sem direção certa em sua vida, a criativa e peculiar garota de 26 anos vai de um emprego a outro para tentar ajudar sua família com as despesas. Seu jeito alegre no entanto é colocado à prova quando enfrenta o novo desafio de sua carreira. 

Ao aceitar um trabalho no "castelo" da cidade, ela se torna cuidadora e acompanhante de Will Traynor (Claflin), um banqueiro jovem e rico que se tornou cadeirante após um acidente ocorrido dois anos antes, mudando seu o mundo dramaticamente em um piscar de olhos.

Não mais uma alma aventureira, mas o agora cínico Will, está prestes a desistir. Isso até Lou ficar determinada a mostrar a ele que a vida vale ser vivida. Embarcando juntos em uma série de aventuras, Lou e Will irão obter mais do que esperavam e encontrarão suas vidas — e corações — mudando de um jeito que não poderiam ter imaginado."

sábado, 4 de junho de 2016

Primeiras Impressões - Star Wars (parte II)

Bom, como prometido, aqui está o restante das minhas considerações sobre Star Wars. Para quem tiver chegando agora e quiser saber mais, os outros filmes já foram discutidos no post Primeiras Impressões - Star Wars (parte I).
Retomando de onde paramos:

5. Episódio III - A Vingança dos Sith (2005):
Imagem retirada da internet

Sinopse Original:
As Guerras Clônicas estão em pleno andamento e as diferenças entre o Conselho Jedi e o Chanceler Palpatine (Ian McDiarmid) aumentam cada vez mais. Anakin Skywalker (Hayden Christensen) mantém um elo de lealdade com Palpatine, ao mesmo tempo em que luta para que seu casamento com Padmé Amidala (Natalie Portman) não seja afetado por esta situação. Seduzido por promessas de poder, Anakin se aproxima cada vez mais de Darth Sidious (Ian McDiarmid) até se tornar o temível Darth Vader. Juntos eles tramam um plano para aniquilar de uma vez por todas com os cavaleiros Jedi.

Comentários:
Meu filme preferido de todos da saga. Anakin se torna Darth Vader e muda completamente toda a história: a meu ver, é a história desse filme que permite toda a história seguinte da saga. É um grande roteiro. Anakin se volta para o lado negro, nasce o Império, aliás, nascem Luke e Leia! Então, sem essa trama, nenhuma das outras se desenrolariam. Anakin comprova o que sempre penso sobre profecias, desde Harry Potter: elas somente acontecem por que as pessoas dão importância à elas, como se de fato fossem acontecer.
 O que foi aquela cena das crianças no Templo Jedi?? Não sei se sou capaz de perdoar Anakin...
Destaco também que nesse episódio finalmente temos uma luta de sabres de verdade! Obi Wan contra Anakin! Primeira vez que os movimentos realmente me entusiasmaram e pareciam ser pra valer (ou seja, melhor coreografada). Adorei também a luta de Yoda com O Imperador (vulgo Darth Sidius), pois sempre é bom ver que o Yoda, apesar do tamanho, é muito poderoso. Diferente dos outros filmes, fiquei curiosa, até ansiosa diria, para saber como terminaria tudo. Aumentou meu respeito pela série.

6. Episódio VI - O Retorno Jedi (1983):
Imagem retirada da internet

Sinopse Original:
O imperador (Ian McDiarmid) está supervisionando a construção de uma nova Estrela da Morte. Enquanto isso Luke Skywalker (Mark Hamill) liberta Han Solo (Harrison Ford) e a Princesa Leia (Carrie Fisher) das mãos de Jaba, o pior bandido da galáxia. Luke só se tornará um cavaleiro Jedi quando destruir Darth Vader, que ainda pretende atraí-lo para o lado negro da "Força". No entanto a luta entre os dois vai revelar um inesperado segredo.

Comentários:
Episódio de redenção de Darth Vader e seu retorno para a Luz na hora da morte. Além disso, aqui temos a reafirmação de Luke como herói: ele não trai seus valores e, ainda mais, perdoa o pai e enxerga a bondade ainda presente nele. Novamente, gostaria de ter visto a reação do público ao descobrir que Leia e Luke são irmãos! Imagina os "shippers" daquela época, que talvez ainda alimentassem alguma esperança de romance entre eles? Sobre o romance, dessa vez não restou dúvidas do papel de Leia e Solo como casal principal da saga. Meu total apoio a eles, adoro os dois. Esse filme poderia ter sido o "fim" da saga, com o complemento da história de Anakin, é claro. Afinal, nele são fechados todos os parênteses abertos na trama e o Império é derrotado.

7. Episódio VII - O Despertar da Força (2015):
Imagem retirada da internet

Sinopse Original:
Décadas após a queda de Darth Vader e do Império, surge uma nova ameaça: a Primeira Ordem, uma organização sombria que busca minar o poder da República e que tem Kylo Ren (Adam Driver), o General Hux (Domhnall Gleeson) e o Líder Supremo Snoke (Andy Serkis) como principais expoentes. Eles conseguem capturar Poe Dameron (Oscar Isaac), um dos principais pilotos da Resistência, que antes de ser preso envia através do pequeno robô BB-8 o mapa de onde vive o mitológico Luke Skywalker (Mark Hamill). Ao fugir pelo deserto, BB-8 encontra a jovem Rey (Daisy Ridley), que vive sozinha catando destroços de naves antigas. Paralelamente, Poe recebe a ajuda de Finn (John Boyega), um stormtrooper que decide abandonar o posto repentinamente. Juntos, eles escapam do domínio da Primeira Ordem.

Comentários:
Esse último filme chegou para dar novo fôlego a Star Wars e abrir um novo "arco" na história. São muitos elementos acrescentados. Com Darth Vader morto, o filho de Solo e Leia encarna o papel de vilão da vez, como ex aprendiz Jedi que se voltou para o lado negro (aliás, como isso foi possível?? O que aqueles dois fizeram de errado na criação desse menino?). Além disso, uma nova heroína é apresentada, a Rey é a nova Luke Skywalker: com muita certeza os próximos filmes tratarão de seu passado ainda desconhecido e de sua jornada no combate à Primeira Ordem. Para completar, essa história traz um novo robô mascote: BB-8, que rivaliza em fofura com R2-D2. É apresentado também o primeiro protagonista negro da saga, Finn: engraçado, valente e companheiro da Rey na maior parte da história.
Aqui, também vemos os personagens antigos envelhecidos e agora com rumos distintos: Luke está misteriosamente desaparecido; Leia apesar de continuar envolvida na política, está separada de Han Solo, que vive caçando recompensas, como no início da saga. Por falar nele, nesse filme nos despedimos desse querido personagem, o que já era desejado desde o "Retorno Jedi", em 1983, pelo ator HarrisonFord.
Sem muito mais o que falar, achei o filme bom e considero que tratou com respeito a história da saga, ótimo resultado para o primeiro realizado sem a supervisão de George Lucas.

Considerações gerais:
Por um lado, foi muito interessante, por que acompanhando a série, eu meio que acompanhava também a evolução dos efeitos especiais desde a década de setenta. No início, achei a passagem de cenas à lá PowerPoint muito tosca, mas depois percebi que foi mantida na série por uma questão de carinho dos fãs e de marca registrada nos filmes, mesmo nos mais recentes. Em relação à trama, me pareceu que tudo era parte de um mistério maior que aos poucos foi sendo revelado.
Como um amigo disse, toda vez que alguém dizia "que a força esteja com você" era inevitável não responder mentalmente "ela está no meio de nós" XD.
Por fim, pelas minhas pesquisas informais na internet e conversas com quem entende mais do assunto, acho que os fãs de Star Wars são críticos demais, reclamam de tudo! Talvez esse seja o mal de qualquer super fã. Aliás, me surpreende inclusive que eles gostem de Star Wars com tantas críticas rs!
Bom, era isso que eu tinha para compartilhar com vocês!
Peço desculpa se peguei pesado com algum comentário ou cometi algum equívoco. Novamente, não sou especialista no assunto. Meu único objetivo era fazer um texto simples e engraçado, passando as primeiras impressões de uma "noob" em Star Wars. Caso alguém queira discutir a respeito, por favor, deixa seu comentário aqui ou manda mensagem para nosso e-mail de contato ;)!




sexta-feira, 3 de junho de 2016

Primeiras Impressões - Star Wars (parte I)

Eu nunca fui fã de "Star Wars", nem sequer tinha interesse em ver os filmes da saga. Mas, acontece que eu tenho um irmão. Um irmão que não sabe tietar sem querer contaminar todos a sua volta com seus objetos de interesse, então ele sempre tenta "aliciar" mais seguidores para as coisas que gosta. É um recrutador de fandons. Foi assim com Hannah Montana (sem sucesso, graças a deus), Green Day (sucesso, mas razoável) e Star War (vocês saberão...).
Portanto, esta é uma crítica/resenha escrita despretensiosamente, por alguém que até pouco tempo sabia não muito, ou quase nada, sobre a saga. Além disso, não é uma crítica especializada, então não esperem comentários sobre ângulos de câmera, luz usada pelo diretor, ou qualquer outro aspecto de comentarista profissional. Sou só mais uma Glória Pires.
As regras da brincadeira:
Inicialmente, mostrarei a sinopse[1] dos filmes e farei breves comentários sobre cada um, para no fim fazer um comentário geral sobre o que achei da saga. Devido à sua extensão, este post será dividido em duas partes, a primeira lançada hoje e segunda liberada amanhã, como especial de fim de semana. Vou comentar na ordem que assisti (Episódios IV, V, I, II, III, VI, VII). Essa, segundo meu irmão, é a melhor maneira de assistir os filmes. Vamos lá!

1. Episódio IV - Uma Nova Esperança (1977)
Imagem retirada da internet
 
Sinopse Original:
Luke Skywalker (Mark Hammil) sonha ir para a Academia como seus amigos, mas se vê envolvido em uma guerra intergaláctica quando seu tio compra dois robôs e com eles encontra uma mensagem da princesa Leia Organa (Carrie Fisher) para o Jedi Obi-Wan Kenobi (Alec Guiness) sobre os planos da construção da Estrela da Morte, uma gigantesca estação espacial com capacidade para destruir um planeta. Luke então se junta ao cavaleiro Jedi e a Han Solo (Harrison Ford), um mercenário, para tentar destruir esta terrível ameaça ao lado dos membros da resistência.

Comentários:
Os fãs que me perdoem, mas achei esse filme fraquinho. E não, não é por causa dos efeitos especiais. Sinceramente, eu acho que fez o sucesso que fez, dando origem a esse "monstro" que hoje é o universo Star Wars, somente por que naquela época (1977), não existia nada parecido. Achei o roteiro muito simples. Afinal, eles só foram atrás da Estrela da Morte (nave do Império), deram uns poucos tiros e pronto. Grande feito. Destruíram uma nave.
Mas justiça seja feita, o filme tem seus méritos, afinal estamos falando de Star Wars. Desde o início, é perceptível como esse filme lançou "as bases" do que seriam os filmes de ficção científica e fantasia nas décadas seguintes: figurino, efeitos, trilha sonora. Além disso, os personagens são muito carismáticos. O R2D2, para mim, é praticamente um Minion de sua época (impossível não simpatizar com aqueles gritinhos que ele dá quando é atacado). A Leia, apesar de no início fazer o papel de mocinha em perigo, participa ativamente das lutas! O que certamente não era comum em 1977, uma ousadia elogiável. Já Han Solo, é aquele cara meio malandro, mas com um charme que é impossível não simpatizar. O Luke é a personificação do herói perfeito, não preciso nem dizer por que dele conquistar a simpatia das pessoas. 
Eu assisti a versão conhecida como "edição especial", remasterizada com efeitos especiais acrescentados em 1997, 2004 e 2011. Particularmente, algumas dessas adições me incomodaram. Ficou estranho e fora de lugar. E olha que eu nunca tinha visto o filme antes. Então, imagino como alguns fãs da série que criticam parte dessas modificações tenham se sentido.
SPOILER (selecione para ler):
Luke e Leia se beijam?!?! =O

2. Episódio V - O Império Contra-Ataca (1980)
Imagem retirada da internet

Sinopse Original:
As forças imperais comandadas por Darth Vader (David Prowse) lançam um ataque contra os membros da resistência, que são obrigados a fugir. Enquanto isso Luke Skywalker (Mark Hamill) tenta encontrar o Mestre Yoda, que poderá ensiná-lo a dominar a "Força" e torná-lo um cavaleiro Jedi. No entanto, Darth Vader planeja levá-lo para o lado negro da "Força".

Comentários:
 Hahá! Finalmente, o filme que eu esperei desde que comecei a assistir a série. Aqui temos aquela cena clássica, que mesmo quem não é fã de Star Wars conhece, com Darth Vader dizendo "eu sou seu pai". Gostaria de ter visto a cara das pessoas nas sessões de cinema quando essa informação foi divulgada pela primeira vez! Mas, vamos à história. Nesse filme tudo está melhor, desde o roteiro às personagens. Luke, Leia e Solo estão estabelecidos no coração da rebelião contra o Império. O filme é mais como uma ponte para o resto da saga, dando início a tramas quer serão encerradas nos episódios seguintes: Han Solo preso congelado, Luke filho de Darth Vader, o treinamento de Luke como Jedi (conhecemos Yoda!!), a rebelião em si, etc.

3. Episódio I - A Ameaça Fantasma (1999)
Imagem retirada da internet

Sinopse Original:
Quando a maquiavélica Federação Comercial planeja invadir o pacífico planeta Naboo, o guerreiro Jedi Qui-Gon Jinn (Liam Neeson) e seu aprendiz Obi-Wan Kenobi (Ewan McGregor) embarcam em uma aventura para tentar salvar o planeta. Viajam com eles a jovem Rainha Amidala (Natalie Portman), que é visada pela Federação pois querem forçá-la a assinar um tratado político. Eles têm de viajar para os distantes planetas Tatooine e Coruscant em uma desesperada tentativa de salvar o mundo de Darth Sidious (Ian McDiarmid), o demoníaco líder da Federação que sempre surge em imagens tridimensionais (a ameaça fantasma). Durante a viagem, Qui-Gon Jinn conhece um garoto de nove anos que deseja treiná-lo para ser tornar um Jedi, pois o menino tem todas as qualidades para isto. Mas o tempo revelará que nem sempre as coisas são o que aparentam.

Comentários:
Agora sim! Esse foi o primeiro filme que realmente me animei com a história. A curiosidade sobre a origem de Darth Vader, sua vida como Anakin, era o que mais queria saber. Não entendo como os fãs não gostaram do personagem JarJar (por causa disso, ele sofreu boicote nos filmes seguintes) ou da atuação do garoto que faz o Anakin criança (nunca mais atuou depois do bullying sofrido após o filme! Para saber mais, clique aqui). Também foi muito interessante poder conhecer o jovem Obi-Wan Kenobi, ainda treinando para virar um Jedi; e, igualmente, saber a origem da dupla fofa de robôs R2D2 e C3PO. Uma observação irônica aqui: a mãe de Anakin ficou grávida por obra do Espírito Santo XD! Ela simplesmente apareceu grávida, gente!
Na minha opinião, o roteiro desse filme é o que dá a grande guinada na trama de Star Wars. Apesar de nos episódios anteriores existir toda questão da rebelião e luta contra o Império, em a "Ameaça Fantasma" a discussão política e os jogos de poder são levados a um nível muito maior, diferente da dicotomia simplista de bem versus o mal que representava os filmes anteriores.

4. Episódio II - O Ataque dos Clones (2002)
Imagem retirada da internet

Sinopse Original:
Dez anos após a tentativa frustrada de invasão do planeta Naboo, Obi-Wan Kenobi (Ewan McGregor), Anakin Skywalker (Hayden Christensen) e Padmé Amidala (Natalie Portman) estão juntos novamente. Neste período de tempo Obi-Wan passou de aprendiz a professor dos ensinamentos Jedi para Anakin, sendo que ambos foram destacados para proteger a agora senadora Amidala, que tem sua vida ameaçada por facções separatistas da República, que ameaçam desencadear uma guerra civil intergaláctica. Com o passar do tempo surge um romance proibido entre Anakin e Amidala, pois os cavaleiros Jedi não têm permissão para se apaixonarem.

Comentários:
Aqui vemos Anakin crescido e quase tendo terminado seu treinamento Jedi. Já dá para perceber as fraquezas do personagem que o farão se tornar Darth Vader: super arrogante, vaidoso, ambicioso, às vezes inconsequente e em constante conflito com o próprio Mestre. Além disso, vemos o começo do seu romance com Padmé e o total comprometimento de Anakin com esse relacionamento, acima inclusive de seus "ideais Jedis". Sobre o resto da trama, a questão política é aprofundada e são colocadas as bases para a reviravolta da história no episódio seguinte.
As impressões de hoje vão ficando por aqui. Na minha postagem seguinte, vocês verão o que achei do resto dos filmes da saga e a minha opinião sobre Star Wars de um modo geral. Agradeço aos que acompanharam meus comentários até aqui =D.




[1] Nenhuma sinopse é de minha autoria, todas foram retiradas do site: www.adorocinema.com

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Resenha: A indomável Sofia - Georgette Heyer


Foto: Gabi/Estaca 0nline

Sinopse oficial:

"Sofia Stanton-Lacy é alegre, impulsiva e de uma franqueza desconcertante, características que não combinam com o que se espera de uma mulher em sua posição na sociedade londrina do início do século XIX. Educada durante as viagens de seu pai, órfã de mãe, ela chega à casa de sua tia em Berkeley Square para derrubar as convenções e surpreender a todos com seus modos independentes e sua língua afiada. E Sophy parece ter chegado no momento certo: seus primos estão com muitos problemas. O tirânico Charles está noivo de uma jovem tão maçante quanto ele, já Cecilia está apaixonada por um poeta, e Hubert tem sérios problemas financeiros. A prima recém-chegada decide então ajudar a todos com sua determinação e impetuosidade, e acaba enfrentando agiotas, roubando os cavalos de seu primo e atirando de raspão em um honrado cavalheiro. Embora sejam sempre mirabolantes e arriscados, seus planos sempre dão certo e tudo parece estar sob seu controle. O que ela não espera, porém, é que seu primo Charles, que aparentemente não vê a hora de arrumar um marido para ela, de repente passa a enxergá-la com outros olhos..."

Comentários:

Não vejo título melhor para esse livro. Não vejo melhor forma de começar esta resenha do que dizendo que Sofia é a senhora da história. Sofia Staton-Lacy foge da figura de moça "bem comportada" e heroína sofredora. Filha de um diplomata, foi educada seguindo um modelo totalmente original ao que era o padrão da Inglaterra do século XIX: ela chama o pai pelo nome, administra sua próprias finanças (chegando ao "cúmulo" de frequentar o banco), sabe atirar, conduz carruagens e, o mais impressionante, fala TUDO que lhe vem à cabeça, doa a quem doer.
Ela chega à Londres para passar uma temporada na casa da tia e encontrar um marido. Porém, vai resolvendo aos poucos cada um dos problemas nos quais seus primos estejam envolvidos. Ela faz isso sem ser convidada a intervir, o que deixa tudo mais engraçado. Só pra ter uma ideia das maquinações de Sofia, ela dá da um mico de presente aos primos mais novos, e o bichinho passa a frequentar as aulas das crianças!
 Como podem imaginar, a personagem é louquinha. Ganhou minha admiração pela coragem, força de caráter e senso de humor. Ela não tem medo de nada! Diversas vezes me pegava pensando "não é possível que ela vai fazer isso... Meu deus do céu, essa mulher é doida!!".

Nota: 5/5

O que também impressiona é que esse livro é um relançamento, originalmente publicado em 1950. Pois é, em 1950 Georgette Heyer (1902-1974), criou essa personagem feminina pró-ativa, destemida e que é uma revolução onde quer que vá! Sofia escandaliza a sociedade de sua época, não tem falsos moralismos e não se cala diante de injustiças.
 Pra ficar ainda melhor (sim, é possível), ela faz tudo isso enquanto vive às turras com o primo Charles, o "chefe da família", que não vê a hora de se ver livre da prima, mesmo que, na sua própria opinião, algum pobre "infeliz" tenha que se casar com ela pra isso. Assim, ele e Sofia vão se enfrentando, com diálogos super afiados:

"- É muita gentileza da sua parte - respondeu Sophy -, mas não se ajusta bem comigo. Onde se pode comprar carruagens em Londres?
- Dificilmente conseguirá conduzir uma carruagem pela cidade! - disse ele - Nem considero o faéton um veículo muito adequado para uma dama. Não é fácil de dirigir. Não gostaria de ver nenhuma das minhas irmãs fazendo essa tentativa.
- Não deve esquecer de lhes dizer isso - replicou Sophy afavelmente - Elas se importam com o que você lhes diz? Nunca tive um irmão, portanto não posso saber.
Houve uma ligeira pausa. Enquanto o Sr. Rivenhall, não acostumado a sofrer ataques súbitos, recobrava a sua presença de espírito. Não demorou muito.
- Seria melhor prima, se tivesse tido - disse ele, em tom severo.
- Eu acho que não - respondeu Sophy, muito tranquila - Pelo pouco que tenho visto sobre irmãos, alegra-me o fato de que Sir Horace nunca me sobrecarregou com um."

Bom, eu sou suspeita pra falar, por que adoro histórias com romances "gato e rato", mas é muito boa a competição establecida entre Sofia e Charles. Faz o leitor ficar com um sorriso bobo no rosto, torcendo pra que percebam logo o que está realmente acontecendo entre eles. Desde que conhece Sofia, Charles determina-se a condenar as atitudes da prima e colocá-la "na linha". Por outro lado, sem que ele perceba, Sofia vai livrando o jovem Sr. Rivenhall da figura fria e ditatorial que ele criou para si mesmo, como forma de salvar a família da falência.
A narrativa é ótima de ler e, se você se deixar levar, vai acabar o livro de uma hora pra outra. Em relação ao enredo, acho que Georgette Heyer poderia ter caprichado um pouco mais no romance. Como foi minha primeira leitura da autora, não sei dizer se isso é comum do estilo dela. De qualquer modo, a falta de um pouco mais de romance é totalmente compensada pelo resto da história e os personagens, com óbvio destaque para Sofia.   

Nota: 5 - Paixão, muito bom, forço todo mundo a ler.  



quarta-feira, 11 de maio de 2016

Porque você deve ler: Garotas de Vidro




Oi, pessoas,  vamos falar de livros?  

Uma coisa que eu acredito é : Todo livro conta uma história. Um bom livro vai fazer você se apaixonar pelos personagens e pelo mundo deles. Um excelente livro vai te fazer sentir algo novo.  

Outra coisa que eu acredito é que todo livro excelente, sem qualquer exceção, vai mudar alguma coisa em você. 

Garotas de Vidro é um livro Excelente.



Escrito por Laurie Halse Anderson, nas 272 páginas em que a história acontece, você se encontra na pele de Lia, uma jovem de 18 que acabou de perder a ex-melhor amiga para uma doença que ela também tem... Intrigante? Você não faz ideia. 

Comprei esse livro em uma Bienal de Brasília sem pretensão nenhuma de esse ser um livro tão icônico  na minha vida. Simplesmente achei a capa  linda e , depois que eu li a sinopse, fiquei curiosa. Não demorou uma semana para eu terminar de ler e, até hoje, me pego pensando naquela história.

É um livro de temática extremamente pesada, fala sobre anorexia e bulimia de uma forma muito pessoal,muito realista e, honestamente, perturbadora.   A narrativa em primeira pessoa dá uma perspectiva quase sensorial para o livro. Você vai sentir os demônios interiores da Lia embaixo da sua pele - pelo menos eu senti.

Garanto a você uma coisa: não vai ser uma leitura fácil. Ainda que o ritmo seja legal (não se arrasta nem fica corrido) e o próprio enredo relativamente simples, toda essa temática vai fazer as palavras pesarem em você.  Não se engane, esse não é um livro tedioso que vai te ensinar, como um professor, o que é a anorexia; pelo contrário,  faz você querer ler  mais e mais, querer saber o que vai acontecer, você vai querer respostas, resultados. E aí, a cada linha, cada parágrafo, a cada caloria que a Lia conta é um nó que  dá no seu estômago e uma nova percepção que você vai ter sobre o assunto. 

Para quem não está familiarizado, a anorexia e a bulimia são psicopatologia  alimentares. Isso quer dizer que são doenças que afetam o psicológico e o orgânico por meio do relacionamento dos pacientes com a comida.

A percepção distorcida da própria imagem, a pressão da mídia em busca da perfeição, os problemas familiares, os problemas psicológicos prévios, são apenas alguns dos possíveis desencadeadores dessas doenças.

E não pense você que a prática do jejum é nova ou que vomitar tudo que se ingere é novidade, existem registros de tais atos desde a antiguidade. 

O que eu acho importante é perceber que os homens e as mulheres afetados por esse tipo de patologia estão doentes DE VERDADE. Eles irão dizer que não, eles vão lutar contra, da mesma forma que a Lia faz no livro, mas não é porque não é aceita a doença que ela não existe. 

Creio que essa é a parte mais importante desse livro. Não é a história em si, nem a personagem, mas a possibilidade de criar empatia com pessoas que estão sofrendo com essas doenças. Olhar pelos olhos de uma jovem que está perdendo tudo, e se perdendo num espiral de calorias contadas e desprezo pelo próprio corpo.

Eu indico esse livro para pessoas que vivem em sociedade, pessoas que estão sendo extremamente bombardeadas por imagens de perfeição inalcançável, vindas da TV, das revistas ou das redes sociais. Aviso aos futuros leitores que leiam esse livro em um momento estável de suas vidas; é , afinal um livro difícil de ser digerido.


Quer saber mais sobre Anorexia e Bulimia:  http://www.minhavida.com.br/saude/temas/anorexia


terça-feira, 10 de maio de 2016

Viagens e fotografia analógica

Pessoas, eu quero falar de viagem! E um pouquinho de fotos.
Vou em breve finalmente fazer um intercâmbio que eu sempre desejei fazer. E não vai ter como evitar falar dele aqui no blog, no mínimo postar muitas fotos. Pra começar quero compartilhar aqui essas fotos de uma vez que fui pra Europa. Eu sou meio a louca das fotos quando viajo, saiu fotografando muita coisa, mas não entendo muito a parte técnica da fotografia (vivo dizendo que vou fazer algum curso mas nunca vou atrás). E além disso sou curiosa, então tenho câmera instantânea, algumas câmeras analógica e as digitais (um exagero, pra quem não entende muito). E são algumas fotos das analógicas que quero compartilhar hoje.
Tenho um chameguinho por elas. Amo praticamente todas as fotos que tiro com essas câmera, mesmo com a iluminação, abertura, foco ou o que seja que saiu errado nelas. Acho divertido testar com elas, e esperar pela surpresa de como as fotos vão sair depois que revelar. A única dificuldade é achar locais que ainda façam revelação de filmes na cidade que moro. T.T Já mudei umas duas vezes de locais para revelação porque o anterior fechou.
Bem, espero que vocês gostem das fotos, e sintam a fofura que é a fotografia analógica.













sexta-feira, 6 de maio de 2016

Tirinhas dos anos 50, 60, 70 e 80

Tenho certeza que você já ouviu falar de Garfield, Mafalda, Peanuts e Calvin & Hobbes, se não em filmes, pelo menos nos livros de português do tempo da escola. Mas vocês já se perguntaram de onde surgiram essas histórias?

Então, aqui vai uma breve apresentação dessas histórias e desses personagens que fizeram e ainda fazem parte da vida de tanta gente. (O post é longo, mas a apresentação é breve :))



Peanuts

Em 2 de outubro de 1950 foi publicada a primeira tirinha dos hoje famosos Peanuts. Desenhado por Charles Schulz, essas histórias focam inteiramente na vida de crianças, imitando uma sociedade em miniatura, sem a aparição de personagens adultos. O personagem principal é o Charlie Brown (o garotinho na imagem ao lado), o qual é um garoto nervoso e com baixa auto-estima. Além dele, outro personagem que chama muita atenção é o seu cachorro Snoopy, um beagle, muito conhecido aqui no Brasil.

Peanuts estreou em 9 jornais diferentes, sendo uma tirinha por dia e assim, novos personagens iam aparecendo e formando essa turma que conhecemos hoje.

Entre os anos 60 e 70 os Peanuts começaram a fazer grande sucesso. Nessa época Schulz estava tratando de assuntos como igualdade racial ou de gênero, o que provocava grande discussão na sociedade, além de assuntos como a guerra do Vietnã ou o envio da cadela Laika ao espaço. Em 1965 foi à televisão o especial de natal do Charlie Brown. Outros desenhos relacionados às tirinhas vieram depois.

Entre os anos 1980 e 2000 apesar da rivalidade com Garfield e Calvin, Peanuts ainda permaneceu como a tirinha mais popular na história. A tirinha continuou a ser publicada até que Schulz precisou parar devido a problemas de saúde. Antes de se aposentar e parar as postagens diárias, Schulz ainda criou mais 5 tirinhas, que foram publicadas nas segundas-feira de 9 de janeiro a 13 de fevereiro de 2000. Schulz morreu no dia 12, um dia antes da sua ultima tirinha, a qual continha uma nota sua agradecendo aos editores e fans de Peanuts por todo o apoio.

Em outubro de 2012 foi anunciado um filme 3D nos cinemas estreando o Snoopy, o mais recente de todos (com estréia em 2015), coincidindo com o aniversário de 65 anos das tirinhas e de 50 anos do especial na televisão pelos estúdios 20th Century Fox's Blue Sky.




Mafalda

Fora dos Estados Unidos vamos encontrar outra tirinha muito conhecida por aqui: Mafalda. Criada pelo cartunista argentino Joaquín Salvador Lavado (Quino), essa tirinha apresenta a Mafalda, uma garotinha de 6 anos que se preocupa com a humanidade, paz mundial, entre outros. Ela apresenta sérios problemas de atitude, porém de maneira inocente.

A primeira vez publicada foi em 29 de setembro de 1964 na revista Primeira Plana, passando a ser apresentada no jornal El Mundo no ano seguinte. Em 1968 as tirinhas de Mafalda começaram a aparecer semanalmente na Siete Días Ilustrados e sua publicação só sessou em 25 de junho de 1973. Quino ainda desenhou algumas vezes em anos seguintes, a maioria das vezes para promover os direitos humanos.

As tirinhas foram todas republicadas em uma coleção de livros numerados de 1 a 10 e mais alguns especiais, como livro especial "10 Anos com Mafalda", por exemplo. Quino não aceitou adaptações para o cinema, mas houveram duas animações curtas apresentando a Mafalda. Em 1993 Um amigo de Quino produziu 104 curtas de Mafalda.

                  Em 2016 Quino faz 84 anos e ao longo dos anos já ganhou diversos prêmios na                                     América do Sul e Europa (locais onde Mafalda fez mais sucesso).


Garfield

Garfield é uma tirinha americana criada por Jim Davis que conta a história do gato Garfield, seu dono Jon, e o cachorro de Jon chamado Odie. Garfield é tratado como preguiçoso, obsessivo por comida, odeia segundas feiras e dietas (como muitos de nós).

Antes de Garfield, Davis tinha criado uma tirinha cujos personagens principais eram insetos. A resposta do público foi que "ninguém se identificaria com insetos"... Então ele teve a brilhante ideia de retratar um gato e a sua relação com o seu dono e um cachorro atrapalhado. A primeira tirinha do Garfield estrou em 25 de junho de 1978. Inicialmente a tirinha era mais realista, porém depois de um tempo podemos ver mudanças no estilo, como quando o gato começou a aparecer andando sobre duas patas, por exemplo.

Logo Garfield se tornou um grande sucesso, aparecendo em mais de 850 jornais em 1981 (3 anos depois do lançamento). Davis fundou uma empresa para gerenciar os negócios e em 2002 as tirinhas se tornaram as mais publicadas do mundo e são ainda distribuídas hoje em dia.

Garfield atualmente faz grande sucesso na internet no seu website oficial (Garfield.com), onde pode-se encontrar várias tirinhas e até jogos sobre o tão famoso gato. Na televisão a primeira animação veio em 1980 pela CBS seguida de várias outras séries, como Garfield and Fiends produzida pelo Cartoon Network de 1988 a 1994 e a série The Garfield Show produzida pela francesa CGI e estreada em 2009. Além de tudo isso, ainda podemos encontrá-lo atualmente em vários games e livros.





Calvin and Hobbes

Conhecida no Brasil com "Calvin e Haroldo" e criada por Bill Watterson,  essa tirinha foi publicada pela primeira vez em 18 de novembro de 1985. Ela conta a história de Calvin (um garoto precoce, malicioso e aventureiro de seis anos de idade) e seu tigre de pelúcia Hobbes. Um ano após a sua estréia, a tirinha já tinha sido publicada em 250 jornais.

Uma das características mais marcantes é, sem dúvidas, a criatividade das histórias. Calvin retrata bem um garoto "traquina" de seis anos, sempre desafiando os pais, implicando com as meninas e levando todos à loucura. Para Calvin, Hobbes é um ser vivo, que conversa e compartilha ideias com ele, porém para todos os outros ele não passa de um bicho de pelúcia (o que pode ser visto quando algum outro personagem entra em cena). Sinceramente, essa é a minha tirinha predileta, até hoje eu compro livros e rio com as histórias de Calvin and Hobbes.

A jornada foi curta, quando comparamos com outras tirinhas. A última publicação foi em 31 de dezembro de 1995 (10 anos depois) e, antes disso, Watterson fez diversas pausas (para ajudar em seu processo criativo).

Ao contrário dos outros autores, Watterson não considera Calvin como um produto e sim como uma arte e, dessa forma, ele defende que o mesmo deve permanecer somente da sua forma original, ou seja, somente como tirinhas. Dessa maneira, não encontramos produtos com desenhos dos personagens. Da mesma maneira não existem animações de Calvin and Hobbes. Muito embora Bill admirasse os desenhos, ele não conseguia pensar na possibilidade de estar escolhendo uma voz para o Calvin.

18 livros foram publicados entre 1987 e 1997. Posteriormente muitos outros livros foram publicados, como uma coleção completa de 1440 páginas em 2005 e uma coleção com 4 volumes em 2012, por exemplo. Por opinião própria, vale a pena dar uma olhada.





Essas tirinhas não são as únicas, existe uma gama enorme de cartunistas em todo o mundo produzindo esse tipo de arte todos os dias. Escolhi esses pelo fato de terem marcado minha infância e acredito que é importante conhecermos a origem de personagens tão famosos (e que estão voltando à tona ultimamente). Garanto que todos te farão rir e pensar, sendo uma ótima fonte de entretenimento, conhecimento e cultura.

Espero que tenham gostado e peço desculpas pelo post tão longo. :)
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